sexta-feira, 31 de março de 2017

Afinal de contas o que estamos fazendo?

 



Radiação e ventos solares transformaram Marte num planeta frio e seco

Quatro bilhões de anos antes o Planeta Vermelho era capaz de abrigar vida


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/sociedade/ciencia/radiacao-ventos-solares-transformaram-marte-num-planeta-frio-seco-21138873#ixzz4cwcLhzUh
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Relação com o que estamos fazendo:


https://www.youtube.com/watch?v=vvPD8ajp6cs&feature=youtu.be

quinta-feira, 30 de março de 2017

Assinatura da perda atmosférica de Marte


Expectativa na revista Science que será publicada amanhã 31 de Março de 2017 e trará  artigo que trata de como foi difícil um ambiente habitável em Marte.  O artigo discutirá sobre as taxas de Argônio e tem relação direta com nossos resultados publicados ano passado sobre Kappa Ceti e o período  “infantil” do Sol e desaparecimento da Água e atmosfera Marciana devido a atividade Solar intensa.  Os isótopos do argônio fornecem uma assinatura robusta da perda atmosférica e neste caso o Sol foi a causa.

Argon Isotopes and a  Robust Signature of Atmospheric Loss Credit: NASA/JPL-Caltech


Na imagem de um estudo anterior motrado aqui, vemos  a proporção do isótopo argônio-36 sobre o isótopo árgon-38 mais pesado ao longo de várias medições.  O ponto mais a direita  é relacionado com a medição de  2013 da relação isotopica  na atmosfera de Marte, feita pelo espectrômetro no Sample Analysis at Mars (SAM)  seguindo o robô Curiosity Mars. Para comparação, mostra-se a medida anterior feita em Marte pelo projeto  Viking em 1976. O resultado do SAM está na extremidade inferior do intervalo de incerteza dos dados da Viking, mas é equivalente as medidas de  razões istotopicas do argônio medidas em  alguns meteoritos de Marte.  O valor determinado pelo SAM é significativamente menor que o valor do Sol, Júpiter e Terra, o que implica perda do isótopo mais leve em comparação com o isótopo mais pesado ao longo do tempo geológico. O fracionamento de isótopos de argônio fornece evidência clara da perda de atmosfera de Marte no mesmo periodo que a vida surgia na Terra.


Este perda de atmosfera foi provavelmente muito intensa quando o Sol tinha a mesma idade ou era mais novo que  Kappa Ceti que é uma copia do Sol jovem e para o qual  medimos e propomos um vento pelo menos 50 vezes mais intenso que o vento solar atual.  O resultado comprova nossas expectativas.

A não-detecção de vida em Marte é ponto importante na discussão sobre a vida na Terra. Vamos aguardar a publicação amanhã na Science para entender e saber mais sobre este tópico excitante.

 O astrofísico brasileiro José Dias do Nascimento Júnior (UFRN) discute resultado da Science no Jornal O GLOBO-RJ.


http://oglobo.globo.com/sociedade/ciencia/radiacao-ventos-solares-transformaram-marte-num-planeta-frio-seco-21138873#ixzz4cwYLyLXZ


Afinal de contas o que estamos fazendo?

https://www.youtube.com/watch?v=vvPD8ajp6cs&feature=youtu.be






segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Super Super Lua

O que é um SuperLua, quando será  e como posso observar esta que é  maior Lua em mais de 6 décadas?  

O espectacular fenômeno será o maior desde 1948 onde a Lua estará 30% mais brilhante que o habitual.  Estará maior, porém esta medida não é perceptível sem instrumentos e com relação ao tamanho observado a olho nu, será praticamente do mesmo tamanha de uma Lua cheia habitual.  O evento será na segunda-feira 14 de novembro  de 2016 e certamente será muito 
Professor José-Dias. Astrofísico do Dep. de Física da UFRN (Foto Ana Silva)
belo. É  o resultado da Lua em sua posição máxima  da Terra.  A próxima vez que isto irá ocorrer será por volta de 2034.


"Super Lua" Não é um termo Astrofísico.  O nome científico do evento é  Lua no perigeu*,  mas claro que  'super Lua" é mais pegajoso e por isso mesmo  usado pela mídia para descrever  a posição particular de nosso satélite natural  em sua orbita eliptica  em torno da Terra.

 A Lua tem seu charme e mistérios além de inegável interesse cientifico. Responsável pelas marés personificada como divindade ou demônio. A Lua é importante para a vida na Terra. Sua origem ainda é um enigma.  Uma das hipóteses, a do  impacto gigante mostra que  a Lua cresceu
a partir de um disco equatorial circum-terrestre.  Porém a atual inclinação orbital lunar de cinco graus requer um processo dinâmico subsequente que ainda não é claro, como mostra artigo publicado este mês na revista Nature.  Além disso, a teoria do impacto gigante tem sido desafiada pela inesperada composição lunar que é bem conhecida.  A lua desafia  explicações teóricas ainda hoje.  Modelo de evolução das marés mostram que as perturbações solares na órbita da Lua induzem naturalmente uma grande inclinação lunar.   Outro fato curioso é a origem das anomalias magnéticas na Lua que permanecem inexplicadas  há mais de quatro décadas de sua descoberta.  Ou seja, ainda não sabemos quase nada sobre este pálido, misterioso e  inspirador corpo celeste.

*Perigeu é o termo dado para o ponto mais próximo que a Lua atinge em relação ao planeta Terra

E as previsões aconteceram . Engarrafamento e correria de ultima hora para vê-la. Links ao vivo de TV, rádios, surfistas, banhistas tudo misturado. Ponta negra estava eufórica, parecia reveillion. Cada um que queria fotografar a Lua no perigeu, a famosa super Lua. Gente de toda idade. Violão e tranquilidade. Viva Johannes Kepler e suas órbitas elípticas (baseadas nos dados de Tycho Brahe claro). Foi um sucesso astronomico o perigeu lunar de 2016.






quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Porta do planeta ao lado!

Caros Astro-motivados, 



Astrónomos anunciaram  evidencias de um planeta pequeno e rochoso que orbita a estrela mais próxima de nós, a  Próxima Centauri. Um planeta bem  parecido com a Terra.  A corrida agora é para calcular se pequeno rochoso  pode sustentar vida. Este é o exoplaneta mais próximo até hoje encontrado. Se fossemos classificar as descobertas Astronômicas, esta aqui estaria certamente entre as mais importantes dos últimos vinte anos.  A anã vermelha  Proxima Centauri (α Centauri C, GL 551, HIP 70890 ou Proxima)  é sem duvida a porta ao lado e uma das mais bem estudadas estrelas no céu.  Com temperature efetiva de  3,050 K (bem fria) e uma luminosidade de  0.15% do  Sun, e com raio de 14% do raio do Sol, faz de Proxima um estrela com atividade moderada.  Água líquida deve estar presente.


É incrível como a estrela é próxima, pois com estes 4,22 anos luz, movendo-se a 20% da velocidade da luz, poderíamos alcança-la nas próximas décadas... Esta estrela se tornará sem dúvida o alvo principal nos dias de hoje para os programas de procura e entendimento da vida neste "pale red dot". Abaixo o link para o Artigo da Nature e um excelente vídeo sobre a descoberta.







Matérial da revista  Nature
https://www.youtube.com/watch?v=aOTWo6_602Q
http://www.nature.com/nature/journal/v536/n7617/full/nature19106.html
 Saudações Astronómicas,     José-Dias

terça-feira, 10 de maio de 2016

Teses em minutos




Uma otima notícia circulará esta  semana,  será a apresentação da primeira rodada do programa “Teses em minutos” ou "Doutores do conhecimento" através da enérgica ação do Prof. Rubéns Maribondo,  Pró-reitor de Pós-graduação (PPG)  da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).  Bravo professor Rubens!

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Vídeos divulgam pesquisas de doutorados da UFRN


Até o meio do ano, a Pró-reitoria de Pós-graduação (PPG) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) está lançando o programa “Teses em minuto” ou "Doutores do conhecimento". Vídeos de 1 minuto a 1 minuto e meio começaram a ser gravados nos estúdios da Secretaria de Educação a Distância (Sedis) nesta terça-feira, 22, explicando, na voz dos autores, como as descobertas e/ou invenções científicas vão ajudar para solução de problemas do cotidiano das pessoas.

Sugerida pelo pesquisador da Física José Dias, e abraçada pelo pró-reitor da PPG, a ideia é divulgar a utilidade do conhecimento produzido por alunos e pesquisadores dos 41 cursos de doutorado da Universidade. “Não é nada novo”, observa Rubens Maribondo do Nascimento. “Universidades antigas e tradicionais já fazem isso há muito tempo. Porém a UFRN quer popularizar mais esse conhecimento científico gerado aqui dentro, de maneira simples, principalmente o benefício que pode trazer para as pessoas”.

http://www.sistemas.ufrn.br/portal/PT/noticia/18162550#.VzI9uVxB9Ro

Parcerias

Os vídeos são produzidos em parceria com a produção do Setor de vídeos da Sedis e serão veiculados em um canal da secretaria no Youtube, como também pela TVU, FMU e TV Agecom/UFRN.

sexta-feira, 6 de maio de 2016

mercurio2016

 Olá a Terráqueos,

 Segunda 9 de maio, o pequeno planeta Mercúrio irá lentamente cruzar o disco do Sol em um deleite astronômico incomum que acontece poucas vezes a cada século. Assim como em outras instituições pelo mundo onde existem astrônomos/astrofísicos, nós iremos acompanhar com telescópios/CCDS e filtros solares (inclusive com imagens de satélite em caso de chuva.  Abaixo envio o link disponibilizado pelo Grupo de Astrofísica de Harvard para quem quiser seguir em streamline e links para fórum de discussão. Será sem dúvida mais uma bela comprovação experimental/observacional das leis fundamentais da (Astro)Física.  Testes para detecção de exoplanetas estão sendo feitos neste transito. Se Mercúrio coincidir com uma mancha solar teremos um belo material para o ExoLab. Aproveitem, e bom FDS


  Saudações Astronômicas.
       José-Dias

http://livestream.com/SkyandTelescope/Mercury


Astrofísicos da UFRN, CfA-Harvard e outras instituições devem acompanhar e responder questões a respeito.

   Saudações Astronômicas.
      Prof.   José-Dias



quarta-feira, 13 de abril de 2016

Observatorio Astronomico da UFRN


Prezados professores,  alunos e Astro-Amigos. Boa tarde!

Gostaria de convidar todos (todas) os interessados (das)  para uma palestra/conversa  onde irei expor o projeto TELESCÓPIOS NA ESCOLA e o “Observatório Astronômico da UFRN". A palestra  será semana que vem na ECT (Escola de Ciência e Tecnologia) e Local e horário ainda serão divulgados.   

O projeto TNE ou Telescópio na Escola é um projeto Multi-INSTITUCIONAL de Extensão e Ensino de Astronomia podendo também contribuir com desenvolvimentos científicos específicos tais como robotização, por exemplo.  O projeto TELESCÓPIOS NA ESCOLA foi idealizado por volta de 2003 na Sociedade Astrônomica Brasileira (SAB)  na base   “Projeto Educacional em Ciências através do uso de telescópios robóticos”.  O Prof. Jafelice e o Prof Joel Carvalho, junto comigo  foram inicialmente os responsáveis.  Natal foi escolhida por critérios técnicos dos nossos pares e por isto recebeu o telescópio de 40cm que encontra-se no  departamento de Física, especificamente na minha sala.

Evidentemente  que o projeto não pretende alavancar ciência fundamental em Astronomia pois  profissionalmente utilizamos Telescópios no Chile (+ de 2500 m de altitude acima do mar),  Hawaii (4200m) ou no espaço em orbita da Terra. Telescópios com espelhos entre 2m e 4m de diâmetro (as vezes 8 metros) são os indicados para ciência de ponta.  Além disso não há nenhum observatório de pesquisa de ponta em solo brasileiro atualmente, portanto os TNE’s pelo Brasil não  são projetos voltados  para pesquisa fundamental em Astronomia  e sim  para Ensino e Extensão  das ciências. Na UFRN não será diferente e terá o mesmo sucesso já obtido em seis instituições pelo Brasil,  dentre as quais, USP, UFRJ, UFSC, UEPG.

O Projeto Educacional em Ciências através do uso de telescópios robóticos é parte do projeto
TELESCÓPIOS NA ESCOLA. E assim como em outras instituições Brasileiras a UFRN também possui seu Telescópio. O programa educacional  visa o ensino em ciências utilizando telescópios robóticos para a obtenção de imagens dos astros em tempo real. Os telescópios são operados remotamente através de uma página web, não necessitando de conhecimento prévio em Astronomia. O nosso projeto esta pronto e em breve será anunciado para toda a comunidade da UFRN. Aqui no link abaixo  alguns destaques do Projeto Arquitetônico do Observatório. "As atividades pedagógicas previstas objetivam desenvolver as habilidades e competências dos alunos no uso do método científico em projetos interdisciplinares, a partir de observações astronômicas, já que a astronomia é uma área interdisciplinar por excelência. Assim, os projetos pedagógicos deverão integrar as áreas de matemática (para correção de medidas, por exemplo), computação, física, química, história, geografia (com estudos sobre regiões e realidades sócio-culturais dos sítios de observação), antropologia (para estudos comparados sobre a diversidade cultural dos conceitos astronômicos), artes (representação simbólica e plástica de objetos astronômicos), mitologia, etc. Essas atividades terão níveis diferenciados de complexidade, que podem ser adequados aos vários graus do ensino e realidades regionais". 

A pagina BRASILEIRA do Projeto encontra-se em 


Existem 7 projetos aprovados e 6 estão em operação atualmente.  Todos os telescópios podem   inclusive ser operada remotamente por qualquer escola com acesso à internet e cadastrada na rede dos TNE. Temos os seguintes pontos pelo Brasil:


1) Na Universidade Estadual de Ponta Grossa o Observatório da UEPG localiza-se dentro do Campus.

2) Na Federal de Santa Cantarina  o Telescopio Localiza-se dento do Campus da UFSC.

3) Na UFRJ o telescópio localiza-se  Observatório do Valongo ao lado da Ladeira de São Pedro perto do clube Vasco da Gama onde está o  Departamento de Astronomia da UFRJ.

4) No Rio Grande do Sul o Telescópio fica na borda da lagoa no centro de Porto Alegre no  Observatório Astronômico Didático Capitão Parobé do Colégio Militar com altitude de  míseros 27m acima do mar.

5) No INPE o Telescópio fica nas margens da Via Dultra  nos jardins do INPE em São José dos Campos. Podemos ver quando passamos de carro na via expressa da Dultra.

6) Na USP o telescópio é idêntico ao nosso e localiza-se no Observatório Abrahão de Moraes  no município  Valinhos em SP. Talvez o único que não esta dentro de uma cidade típica como Natal.

7) Na UFRN o Telescópio ainda não esta em operação porém será instalada na Rua do Observatório próximo a ADURN  na duna  próxima ao reservatório de água.


Dentre outros, na palestra apresentarei o projeto em si,   assim como alguns desdobramentos recentes e as perspectivas do primeiro ano de operação.  Todos são bem vindos.





Localização do Observatório Astronômico da UFRN





Projeto Arquitetônico do Observatório Astronômico da UFRN




Abaixo, a visa isada observacional em situ em um dia típico de Sol na UFRN. Esta é pior de visada, mas mesmo assim apresenta escuridão suficiente e ausencia de prédios no horizonte. O caso oposto é é direto para Leste (dunas) que tem visada ainda melhor.