segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

2015: Ano astronômico para o G3

 Mais um  final do ano se aproxima e a estrelinha do Grupo de Estrutura e Evolução Estelar da UFRN (G3) segue brilhando. É por esta época que nos damos conta da intensidade académica. Provas, exames, defesas, artigos, projetos e tudo que constrói a historia do nosso Grupo. Certamente 2015 deixará saudade porém não podemos esquecer que vem ai um 2016 novinho em folha para ser escrito!  Boas festas e feliz ano novo para todos cheio de realizações e conquistas. 

E para não esquecer de 2015, segue aqui um resumo das nossas aventuras nos 5 meses de Agosto a Novembro de 2015!  NUNCA SE FALOU TANTO DE ASTRONOMIA,  EXOPLANETAS & ESTRUTURA E EVOLUÇÃO ESTELAR por aqui!  Avante G3!! 

Abraços!

Prof. Jefferson Soares,   Prof.   Matthieu Castro e Prof.   José-Dias do Nascimento Jr

2015: Ano astronômico para o Grupo de Estrutura e Evolução Estelar da UFRN

- Em 24/10/2015 no RN_TV.  "Após três dias de feira, chega ao fim a Cientec 2015: ExoLab e o Telescópio como quadro que marcou a CIENTEC2015"

- TVTROPICAL NATAL cobrindo Palestra na CIENTEC 2015 sobre exoplanetas 


7 minutos no Bom dia RN do  G1 InterTV Cabugi sobre as Estrelas Gêmeas rejuvenescidas


-  3 minutos ao vivo na TV Ponta Negra SBT  cobrindo o estande do G3 na CIENTEC 2015.


- TV Ponta Negra em Novembro de 2015 sobre o efeito de rejuvenescimento estelar

- 6 minutos no programa  RN No Ar da  TVTROPICAL NATAL  em  Novembro de  2015, 


- 30 minutos no  programa Educação em Pauta de 7 de Nov 2015  em Decorrência da Palestra sobre Exoplanetas no IFRN-Camous Central de Natal RN. Nov de 2015

-11 de novembro de 2015 matéria no “Portal No ar”: Conhecido mundialmente por estudar estrelas gêmeas do sol, o prof. José Dias do Nascimento 
afirma que a população brasileira está mais interessada em ciência

30 min no Programa  Diálogo Plural  sobre Estrelas Gêmeas do Sol 

sábado, 28 de novembro de 2015

Solar Analogs and HERMES spectrograph

HERMES Spectrograph at MERCATOR close to the heavens

Solar Analogs from KEPLER Mission observed with HERMES spectrograph  at MERCATOR Observatory  at Canary Islands, Spain.


Solar-analog stars provide an excellent opportunity to study the Sun’s evolution, i.e. the changes with time in stellar structure, activity, or rotation for solar-like stars. The unparalleled photo-metric data from the NASA space telescope Kepler allows us to study and characterize solar-like stars through asteroseismology. We aim to spectroscopically investigate the fundamental parameter and chromospheric activity of solar analogues and twins,based on observations obtained with the Hermes spectrograph and combine them with asteroseismology. Therefore, we need to build a solar atlas for the spectrograph, to provide accurate calibrations of the spectroscopically determined abundances of solar and late type stars observed with this instrument and thus perform differential spectral comparisons.We acquire high-resolution and high signal-to-noise (S/N) spectroscopy to construct three solar reference spectra by observing the reflected light of Vesta and Victoria asteroids and the Jovian moon Europa (100 < S/N < 450) with the Hermes spectrograph. This project is it a a long Term program with cooperation of the G3 from UFRN and with along the Hermes Solar Atlas we will analyse the microscopically   seismic solar analogues. Mercator - close to the heavens: The Mercator Telescope is a 1.2 m semi-robotic telescope located at the Roque de los Muchachos Observatory on La Palma Island (Canary Islands, Spain). It is operated by the staff of the Institute of Astronomy, University of Leuven(Belgium). The telescope's name comes from the famous Flemish cartographeres.



 Key Words: Minor planets, asteroids: individual: 4 Vesta; 12 Victoria−Planets and satellites: individual: Europa − stars: fundamental parameters; stars: solar-type −
Methods: observational; Techniques: spectroscopic.











Beck, P. G.; Allende Prieto, C.; Van Reeth, T.; Tkachenko, A.; Raskin, G.; van Winckel, H.; do Nascimento, J.-D., Jr.; Salabert, D.; Corsaro, E.; Garcia, R. A.



Publication Date:
11/2015
Origin:
ARXIV
Keywords:
Astrophysics - Solar and Stellar Astrophysics
Comment:
12 pages, 8 figures, accepted for publication in A&A
Bibliographic Code:
2015arXiv151106583B


quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Astrônomos da USP e UFRN identificam a primeira estrela gêmea do Sol rejuvenescida por efeito “botox estelar”

Astrônomos da USP e UFRN  identificam a primeira estrela gêmea do Sol rejuvenescida por efeito “botox estelar” e ajudam a desvendar o mistério de estrelas gêmeas solares pobres em berílio.






Equipe liderada por astrônomos brasileiros identificou uma estrela gêmea do Sol rejuvenescida por estrela companheira. Essa descoberta pode ajudar a desvendar o mistério de algumas estrelas similares ao Sol, mas que apresentam baixíssimo conteúdo de berílio. A pesquisa foi feita usando o telescópio VLT de 8 metros do Observatório Europeu do Sul (ESO).


A estrela estudada é a HIP 10725, uma das gêmeas solares observadas pelo astrônomo Jorge Meléndez em 2009 por meio do telescópio VLT. Meléndez, professor do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da USP, ficou intrigado com essa estrela devido à ausência do elemento químico berílio, que é proeminente no Sol e em outras estrelas gêmeas solares. A análise detalhada da HIP 10725 foi realizada recentemente no projeto de iniciação científica de Lucas Schirbel, estudante de Meléndez no curso de graduação em Astronomia do IAG/USP e autor principal do artigo que relata a descoberta.


Schirbel descobriu outras caraterísticas interessantes que ajudaram a entender a baixa quantidade de berílio na gêmea solar HIP 10725. A estrela apresentava um excesso de elementos pesados como o ítrio, bário, lantânio e neodímio. Esses elementos químicos não são produzidos em estrelas como o Sol, apenas nas de maior massa conhecidas como estrelas AGB. O grupo passou então a trabalhar com a hipótese de a gêmea solar ter sido contaminada por transferência desses elementos químicos vindos de uma estrela deste tipo.
Se de fato ocorreu transferência de material haveria uma consequência importante: a transferência de massa aumentaria a rotação da gêmea solar, ou seja, a HIP 10725 giraria mais rapidamente, parecendo mais jovem em relação à sua verdadeira idade. Isso foi conferido pelo grupo, que determinou que a estrela girava muito mais rápido do que deveria. A idade da HIP 10725 é de 5 bilhões de anos (similar à do Sol), porem a estrela tem uma rotação tão rápida quanto estrelas de apenas 1 bilhão de anos. O mistério da baixa abundância de berílio poderia ser explicado pela alta rotação, que aumentaria significativamente a destruição desse elemento químico.


As observações pareciam se encaixar, exceto pela ausência da estrela companheira AGB. Estrelas deste tipo são muito brilhantes e facilmente detectáveis, e não havia sinais da presença de uma estrela AGB próxima à HIP 10725. No entanto, essas estrelas também têm um período curto de vida. A transferência de massa poderia ter acontecido no passado, fazendo com que a estrela AGB perdesse seu envelope e deixasse para trás apenas o núcleo, que agora seria uma estrela muito compacta conhecida como anã branca. Anãs brancas têm pouquíssimo brilho, o que explicaria o fato de ela não ser visível próxima à HIP 10725.


A presença da anã branca poderia ser verificada pelo efeito gravitacional, pois causaria mudanças no movimento da HIP 10725. Observações adicionais, inclusive no Observatório Pico dos Dias, em Minas Gerais, indicaram que a HIP 10725 definitivamente tem uma estrela companheira “invisível”, resolvendo finalmente o mistério.


A descoberta exigiu muito trabalho de detetive por parte da equipe de astrônomos. “É muito satisfatório notar que uma anomalia, como a baixa abundância de berílio, pode redirecionar nossas pesquisas para descobertas inesperadas”, disse Lucas Schirbel.


O professor José-Dias do Nascimento e Matthieu Castro, ambos da UFRN, modelaram a transferência de material que aumentou a rotação da estrela e causou a destruição do berílio.  Estes pesquisadores batizaram o  fenômeno “efeito botox estelar, que causa o aparente rejuvenescimento da estrela devido ao aumento da rotação”, dizem os pesquisadores da UFRN.

Para o Professor Jorge Melendez, “outras quatro gêmeas solares com níveis baixos de berílio observadas por uma equipe japonesa em 2011, parecem ter companheiras anãs brancas, o que explicaria o mistério do seu baixo berílio”.


A equipe internacional inclui Lucas Schirbel, Jorge Melendez, Marcelo Tucci Maia (IAG/USP), Marcos A. Faria (Universidade Federal de Itajubá), Matthieu Castro,
José-Dias do Nascimento Jr. (Universidade Federal do Rio Grande do Norte), Amanda I. Karakas, Martin Asplund, David Yong, Louise Howes (The Australian National University), Ivan Ramirez (University of Texas at Austin), e Maria Lugaro (Konkoly Observatory, Research Centre for Astronomy and Earth Sciences, Hungarian Academy of Sciences).


Contatos:
Jornalista Luciana Silveira, IAG/USP.

Prof. Dr. Jorge Melendez (IAG/USP), telefone (11) 30912840, e-mail jorge.melendez@iag.usp.br

 Lucas Schirbel (IAG/USP), e-mail: lucas.schirbel@usp.br

- Prof.  Dr. Jose-Dias do Nascimento, Jr. (UFRN), telefone (84) 9992 6288, email: dias@dfte.ufrn.br

O artigo completo foi aceito para publicação na revista Astronomy & Astrophysics, e pode ser lido em http://arxiv.org/abs/1510.01793



Representação artística de estrela AGB (esquerda) transferindo material para a gêmea solar. Figura adaptada por Irene Agnoletti e Jorge Meléndez do site http://www.antonine-education.co.uk/New_items/STA/G-Field/orbits.htm



Evolução do sistema duplo de estrelas, por Jorge Meléndez.
A. Há 5 bilhões de anos: Nascimento do sistema duplo. Estrela mais massiva (esquerda) é a progenitora da estrela AGB. Estrela gêmea solar (direita) tem menos massa e evolui mais lentamente.
B. Há 3 bilhões de anos. A estrela mais massiva evolui para a fase de estrela gigante AGB, transferindo material rico em elementos pesados para a gêmea solar.
C. Atualmente. Da estrela AGB resta apenas o núcleo, que é uma estrela anã branca.



Imagem da estrela gêmea solar HIP10725 (no centro) obtida do Digitized Sky Survey (https://archive.stsci.edu/cgi-bin/dss_form)




Lucas Schirbel, no Observatório do IAG/USP. Foto: Jorge Melendez






Prof. Dr. Jorge Meléndez (USP). Foto: Luciana Silveira.




Prof. Dr  José Dias do Nascimento (UFRN) Foto: AGECOM

domingo, 25 de outubro de 2015

A Astrofísica e o ExoLab na CIENTEC 2015 da UFRN. Foi PUNK!





  No período de  21 a 23 de Outubro na UFRN aconteceu a XXI Semana de Ciência, Tecnologia e Cultura.  O Grupo de Astrofísica Estrutura e Evolução Estelar (GE3) do Departamento de Física da UFRN esteve  na CIENTEC,  que teve como tema este ano "Luz: despertando olhares, acendendo ideias",  em função da  proclamação pela UNESCO de 2015  como o Ano Internacional da Luz.

 Dentre as atividades programadas  para a CIENTEC,  o  estande  ExoLAB do GE3  mostrou nos dias 20, 21 e 22 a experiências de detecção de Exoplanetas em tempo real, assim como  expôs o  Telescópio  de 35cm de espelho do projeto de extensão Telescópio na Escola (TnE). Este telescópio será instalado na UFRN no Micro Observatório Astronômico em 2016.


No dia 21/10/15 as 10h  no Auditório da Reitoria houve a palestra "LUZ CÓSMICA E A BUSCA POR UMA RESPOSTA A PERGUNTA: ESTAMOS SOZINHOS NO UNIVERSO?". Nesta palestra grande-publico o professor José-Dias do Nascimento Jr. apresentará as novidades do programa Origins do CfA da Universidade de Harvard e discutirá sobre o andamento da construção dos Satélites de busca por planetas PLATO da Agencia Espacial Europeia e TESS  da NASA e Universidade de Harvard.
Alunos concentrados no experimento (Foto Cicéro AGECOM)

 

Foram em torno de 60 a 100 pessoas/hora no estende do ExoLab do Grupo de Estrutura & Evolução Estelar  da Física (Ge3) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Mais de 120 pessoas na palestra no auditório da reitoria da quarta feira 22 de Outubro. Falamos para 3 emissoras de televisão, rádio e agências de imprensa. Porém o maior feito foi resumido aí pelo pequeno cientista Pedro Maia de 10 anos no primeiro link abaixo. Ele descreve o que aprendeu sobre exoplanetas e Astronomia e Astrofísica. Pedrinho ficou mais de uma hora lá escutando e perguntando e isso aconteceu algumas vezes.




  Este conjunto de  imagens dá uma pequena ideia (pequena mesmo). Sem duvida a CIENTEC  é uma iniciativa importante de retorno para a comunidade. Grande agradecimento aos meus alunos que estão de parabéns pelo compromisso e dedicação,  assim como ao Departamento de Física e ao PET da







Física, além  do Centro de Ciências Exatas e da Terra, Coordenadora e equipe de Apoio da CIENTEC 2015  e Pró-Reitora de Extensão. Thanks!!!





Links desta semana 

 http://g1.globo.com/rn/rio-grande-do-norte/rntv-1edicao/videos/t/edicoes/v/apos-tres-dias-de-feira-chega-ao-fim-a-cientec-2015/4561610/

 https://www.youtube.com/watch?v=J5PRLx3sSdM&feature=youtu.be

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

O Grupo de Astrofísica, Estrutura e Evolução Estelar do Departamento de Física da UFRN apresenta o ExoLab durante a XXI Semana da CIENTEC

No período de  21 a 23 de Outubro na UFRN acontece a XXI Semana de Ciência, Tecnologia e Cultura.  O Grupo de Astrofísica Estrutura e Evolução Estelar (GE3) do Departamento de Física da UFRN estará presente na CIENTEC,  que tem como tema este ano “Luz: despertando olhares, acendendo ideias”,  em função da  proclamação pela UNESCO de 2015  como o  Ano Internacional da Luz

Programa do GE3 na XXI CIENTEC

   Dentre as atividades programadas  para a CIENTEC,  o  estande  ExoLAB do GE3  mostrará nos dias 20,21 e 22 a experiências de detecção de Exoplanetas em Tempo Real, assim como iremos expor  o Telescópio  de 35cm de espelho do projeto de extensão Telescópio na Escola (TnE). Este telescópio será instalado na UFRN no Micro Observatório Astronômico em 2016.

Ainda no dia 21/10/15 as 10h  no Auditório da Reitoria haverá a palestra “LUZ CÓSMICA E A BUSCA POR UMA RESPOSTA A PERGUNTA: ESTAMOS SOZINHOS NO UNIVERSO?”. Nesta palestra grande-publico o professor José-Dias do Nascimento Jr. apresentará as novidades do programa Origins do CfA da Universidade de Harvard e discutirá sobre o andamento da construção dos Satélites de busca por planetas PLATO da Agencia Espacial Europeia e TESS  da NASA e Universidade de Harvard.

Acompanhe a nossa página astronomia.dfte.ufrn.br  e no Facebook em www.facebook.com/AstronomiaUFRN  para ficar por dentro do programa e das novidades!

Para ver o Programa Geral

*Para Alunos as pré-inscrições deverão ser realizadas no site (www.sigeventos.ufrn.br), Menu - Realizar uma nova inscrição.

-> O pré-inscrito tem a sua vaga garantida até os 15 minutos que antecedem o horário determinado para o início da atividade. Após esse período, novas inscrições serão abertas no local. 

-> Certificados serão emitidos para os participantes

domingo, 13 de setembro de 2015

A UFRN e a pesquisa em Astrofísica.

Uma coisa é certa, temos tentado dar nossa pequena contribuição para levantar e expandir a pesquisa em Astronomia & Astrofísica na UFRN com qualidade. Não tenho duvida que chegamos longe, mas há ainda um longo caminho a trilhar. Fazer pesquisa é difícil, no Brasil é mais difícil e no Norte-Nordeste do Brasil é muito mais difícil ainda. Apesar do impacto alcançado em muitas áreas (não só na minha), eu ainda vejo quão frágil e transitório é tudo por aqui. Mudar o "establishment" custa caro, e é preciso que meus colegas do Sul-Sudeste percebam isto quando julgam nossos projetos no CNPq ou na CAPES. Vamos pra frente e enquanto isto "brilha brilha estrelinha"!

(*) lista Incompleta

### Los Angeles Times, US
http://articles.latimes.com/2013/may/20/science/la-sci-sn-twin-sun-20130519

### Paris, França: Le Parsien 
http://www.leparisien.fr/espace-premium/culture-loisirs/un-nouveau-jumeau-solaire-plus-vieux-de-2-milliards-d-annees-30-05-2013-2848973.php

### Harvard Press Release
https://www.cfa.harvard.edu/news/2014-18

### SUBARU Press Releas
http://subarutelescope.org/Pressrelease/2013/05/17/index.html

## Folha de São Paulo 1
http://mensageirosideral.blogfolha.uol.com.br/2014/07/15/kepler-coleciona-gemeas-solares/

## Folha de São Paulo 2
http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2014/06/1475820-brasileiro-usa-satelite-da-nasa-para-encontrar-gemeas-do-sol.shtml

## Jornal o Globo
http://oglobo.globo.com/sociedade/ciencia/astronomo-brasileiro-descobre-idade-de-22-estrelas-gemeas-do-sol-13232975#ixzz37TNOUzbS

### TV Globo,  Jornal Hoje 1
http://globotv.globo.com/rede-globo/jornal-hoje/v/equipe-de-astronomos-revela-a-existencia-de-22-novas-estrelas/3523358/

### TV Globo, Jornal Hoje  2
https://www.youtube.com/watch?v=t8kdbvcNi1I

### TV Globo, Jornal Hoje  3
https://www.youtube.com/watch?v=TeqTHfwhC8M

## Revistas Veja 1
http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/brasileiros-descobrem-estrela-gemea-do-sol/

## Revistas Veja 2
http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/sonda-kepler-volta-a-ativa-e-sera-usada-em-dois-projetos-com-participacao-brasileira

## Revistas Veja 3
http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/astronomos-brasileiros-descobrem-a-mais-velha-estrela-gemea-do-sol

## Revistas Veja 4
http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/sol-passara-por-inversao-de-campo-magnetico

## Revista PESQUISA FAPESP
http://revistapesquisa.fapesp.br/2012/06/14/um-segundo-sol/

## TV Brasil
https://www.youtube.com/watch?v=-JqewEO6gLA&feature=share

## CH Ciencia Hoje  (Uol)  1
http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/2013/08/gemea-mais-velha

## CH Ciencia Hoje  (Uol)  2
http://cienciahoje.uol.com.br/blogues/bussola/2014/06/segunda-chance

## Portal da UOL
http://noticias.uol.com.br/ciencia/ultimas-noticias/redacao/2013/05/26/astronomos-brasileiros-localizam-gemea-mais-distante-do-sol.htm

## R7 Noticias
http://noticias.r7.com/tecnologia-e-ciencia/time-liderado-por-brasileiro-descobre-estrelas-gemeas-do-sol-14072014

## Novo Jornal
http://www.novojornal.jor.br/colunas/cidades/cientista-potiguar-tem-importantes-descobertas-no-campo-da-astronomia

## CRUESP
http://www.cruesp.sp.gov.br/?p=4239

## Agência USP  de notícias.
http://www.usp.br/agen/?p=140081

## O Minuto
http://www.nominuto.com/noticias/cidades/pesquisadores-potiguares-descobrem-estrela-gemea-do-sol/100411/https://www.youtube.com/watch?v=TeqTHfwhC8M

http://www.sistemas.ufrn.br/portal/PT/imprensa/boletim_especial/10661351

http://www.sistemas.ufrn.br/portal/PT/noticia/11473300#.VfWyJlxB9Ro

http://www.thaisagalvao.com.br/2013/09/04/72568/

http://www.ciencias.seed.pr.gov.br/modules/noticias/article.php?storyid=806http://blogs.portalnoar.com/fatorrrh/cientistas-da-ufrn-descobrem-estrela-gemea-do-sol/

## SAB - Astronomia Brasileira
http://astronomiabrasileira.blogspot.com.br/2013/09/descoberta-mais-velha-estrela-gemea-do.html

### CfA - Harvard Scholar Page
http://scholar.harvard.edu/donascimento

### CfA - Harvard News
https://www.cfa.harvard.edu/news/su201450

## ESO — Science Release
http://www.eso.org/public/news/eso1337/

domingo, 26 de julho de 2015

Afinal, quanto Custou o planetário da cidade de Natal ?



O Planetário de Natal, que ainda não existe, seria um dos 30 Planetários fixos existentes no Brasil, 8 no Nordeste e aproximadamente 5.000 Planetários existentes no nosso planeta. Em 2009 o governo do Rio Grande do Norte juntamente com a Fundação de Apoio à Pesquisa do Rio Grande do Norte (FAPERN) gastou R$ 2 milhõe (787 mil dólares em valores de 2009), em equipamentos tecnológicos de projeção que deveriam ser usados neste planetário de Natal. O projeto não saiu do papel e os equipamentos que são compostos por lentes, computadores, projetores de alta definição e programas de computador entre outros encontram-se ainda em caixas.

Quanto Custou o  planetário da cidade de Natal ?


Para termos uma ideia, coloco aqui uma foto feita hoje 26 de Julho de 2015 do equipamento  do planetário de Boston em pleno funcionamento.  O STARMASTER ZMP da ZEIS. Este é o TOP de linha de uma das maiores  construtoras  de planetário do mundo (Zeiss). Claro, um planetário como este de Boston, financiado por Harvard, Mathematica,  MathWorks outras grandes companhias não poderia ser  algo medíocre. Pois bem, este equipamento em valores referentes a Augusto de   2009 custou em torno de  $300.000.   O nosso foi duas vezes mais caro.

 



 


Segundo o site  do  Tribunal de Contas  do Estado do Rio Grande do Norte,  a  Fapern pagou pelo planetário que não saiu do papel  787 mil dólares, equivalente   à compra e à instalação. Sendo assim um fator 2x com o TOP dos planetários da mesma época como mencionamos

http://www.tce.rn.gov.br/Noticias/NoticiaDetalhada/2961


Segundo meus levantamentos cheguei até a informação abaixo sobre a empresa que vendeu o Planetário ao Governo do Rio Grande do Norte. Aqui um copy/paste

"Planetário de Natal
Instituição: Governo do Estado do Rio Grande do Norte (FAPERN)
Data da Inauguração: em breve
Equipamento: Sky-Skan | DLP6+
Sala de Projeções: 12,19m de diâmetro
Trabalhos Realizados pelo grupo Omnis Lux
Desde 2010 estamos assessorando a FAPERN na implantação deste planetário que deverá ser inaugurado em breve."  What ????


 E se o equipamento de Natal  estivesse funcionado todos os dias desde 2009  ?


 Bom, tipicamente uma entrada de Planetário custa 12 R$ (preço minimo). Se,  numa visão pessimista dos cálculos 50 pessoas assistissem uma  sessão por dia (quase absurdo de tão pouco), seria 600 R$/dia. Se funcionasse  5 dias /semana seria 12.000 R$ mês. Se funcionasse 10 meses por ano geraria 120.000 R$/ano e em 7 anos geraria algo em torno  ~ 900.000, ou seja mais um milhão perdido somente ai. Esse valor deve ser 3x maior que isso se o preço for o "real" e se houver mais de uma seção por dia. 3  é o  razoável. Do ponto de vista de educação a situação é muitas ordens de grandeza mais dramática que isso. Gostaria de saber, afinal de contas de quanto é nosso real prejuízo ? Alguém sabe ?


quarta-feira, 22 de julho de 2015

A tragédia do planetário de 2 milhões de reais da Cidade de Natal, RN

O que fazer quando incompetentes se reúnem ?

Sou Astrônomo e vivo de Astronomia, porém alguns aspectos relacionados com este campo do conhecimento humano em Natal, RN foge  minha compreensão. Estes dias visitando o planetário astronômico de Boston voltei a pensar novamente no famoso planetário de Natal que foi comprado por quase 2 milhões de reais em 2009 na gestão Wilma Faria (Governo do Estado)  e Isaura Rosado, que estava a frente da Fepern.
Segunda consta hoje na página do TCE, a Fapern pagou quase 2 milhões por um planetário de última geração que não saiu do papel e que encontra-se encaixotado em Natal. Talvez tão bom quanto este de Boston na época. Em 2009 eu já era astrofísico professor contratado da UFRN e já não entendia o porque da compra do equipamento antes da realização do projetos de estrutura e alocação do terreno etc.

Também não entendi por que mesmo com a UFRN tendo pesquisadores Astrônomos profissionais, o Governo do RN nunca conversou abertamente com estes, tendo feito uma "panela" em torno do assunto. Aqui em Harvard, praticamente todos os
professores participaram e contribuem ainda até hoje com os temas do planetário, por exemplo agora mesmo passa um programa no planetário sobre a viagem da sonda New Horizon até Plutão. Por que é que isso não acontece no RN? Um dos planetários mais vendidos no mundo foi desenvolvido em colaboração Harvard - MIT.
No período em que este projeto de enganação estava sendo tratado na FAPERN sem nenhum conhecimento dos interessados da comunidade científico-acadêmica, eu presenciei algumas visitas da Professora Isaura ao DFTE, mesmo ela sabendo que sou astrônomo, nunca me perguntado nada! Talvez por intermédio de outros ela já sabia qual seria minha resposta. Já disse em entrevistas para as TV's de Natal qual era  o meu sentimento na época, e que  é o mesmo de hoje:  é preciso quebrar este cerco de incopetencnia e ingerência em torno deste equipamento se quisermos que algo aconteça. Eu continuo repetindo que dinheiro sem conhecimento técnico é inócuo e só serve para alimentar o buraco negro engolidor dos recursos públicos. Precisamos agir! Sugestões ?

 O que temos atualmente em 2015 do planetario de dois milhões adiquirido em 2009 !!!!



"Para o triunfo do mal só é preciso que os bons homens não façam nada...."Edmund Burke.

Prof.  José-Dias do Nascimento Juniuor
Professor do Departamento  de Física da UFRN
Pesquisador visitante do CfA- Harvard University


https://www.facebook.com/zedays/posts/10205786484754632?comment_id=10205788702010062&amp;offset=0&amp;total_comments=9&amp;notif_t=feed_comment

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Projeto de Cooperação Universitária CAPES / COFECUB: Atividade magnética e rotação de Estrelas Análogas e Gêmeas observadas pelo satélite CoRoT e KEPLER e a preparação da missão PLATO (ESA)

O projeto “Atividade magnética e rotação de Estrelas Análogas e Gêmeas observadas pelo satélite CoRoT e KEPLER”, desenvolvido pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) em parceria com a Universidade Presbiteriana Mackenzie e a Universidade de Paris-Sud (Orasy), foi aprovado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) e pelo Comitê Francês de Avaliação da Cooperação Universitária com o Brasil (COFECUB) para o programa de intercâmbio Brasil e França em 2013.

A lista com os nomes e áreas de atuação dos 35 novos projetos aprovados para o programa de intecâmbio CAPES-COFECUB foi divulgada na quarta-feira, em  de janeiro de 2014, no site da Capes.


O projeto contemplado é  coordenado no Brasil pelos professores  Adriana Benetti Marques Valio, da Universidade Mackenzie, Matthieu Castro e   José Dias do Nascimento Junior, (Departamento de Física Teórica e Experimental (DFTE) da UFRN). A parte francesa da colaboração acontece na Universidade de Paris-Sud (Orasy), na França, sob a liderança do astrônomo Frédéric Baudin com participação de outros professores Frances do Observatoire de Paris.


Segundo informações da Capes, os projetos aprovados recebem financiamento para missões de trabalho e  bolsas de estudo nas modalidades de pós-doutorado no exterior e estágio de doutorando no exterior (doutorado-sanduíche), além de recursos de custeio para a equipe O programa Capes/Cofecub foi criado em 1978 e já resultou em 659 projetos aprovados em todos os campos disciplinares. Mais informações, no site http://astro.dfte.ufrn.br, pelo e-mail mcastro@dfte.ufrn.br ou pelo telefone 3215-3793, ramal 208, com o professor José Dias.



A preparação da  Missão PLATO (ESA) na UFRN



 Durante as duas próximas semanas,  do 15 de Abril  até 1 de Maio de 2015 o  DFTE da UFRN  receberá a  visita de dois pesquisadores do Institut d'Astrophysique Spatiale (IAS)  de l'Université Paris Sud, França.  Os astrofísicos  Frédéric Baudin e João Marques estarão em visita técnica ao  grupo  Grupo de Estrutura e Evolução Estelar (G3) do DFTE/UFRN como parte da Cooperação Internacional CAPES / COFECUB aprovada em 2013 passado entre o nosso o e o IAS/Université Paris Sud.


O tema da visita é baseada no estabelecimento das metas para a primeira parte de contribuições cientificas e operacionais ao Satélite  observatório  PLATO (Planetary Transits and Oscillations of stars) que foi  assegurado no planejamento Agência Espacial Europeia (ESA). Este satélite é um poderoso  observatório espacial  que irá utilizar um grupo de 34 telescópio no espaço e  fotômetros para descobrir e caracterizar exoplanets rochosos de todos os tamanhos em torno de estrelas anãs amarelas como o nosso Sol  onde a água pode existir no estado líquido. Estes são os alvos prioritários do PLATO

 Que observar um milhão de estrelas e elucidar  a física em torno das condições para a formação dos planetas do tipo Terra  e o surgimento da vida.  Para maiores informações na nossa pagina do PROJETO na Plato na UFRN



ou contatar diretamente os professores  do G3 - DFTE / UFRN
Matthieu Castro  - mcastro@dfte.ufrn.br o
José Dias Do Nascimento Jr. dias@dfte.ufrn.br

terça-feira, 17 de março de 2015

Tempestade geomagnética: St. Patrick em 17 de Março de 2015

Hoje há um anuncio de uma tempestade geomagnética que esta chegando de mansinho e mais cedo que o esperado.
Esta tempestade já batizada de St. Patrick Magnetic Storm.  A CME  (coronal mass ejection)  alcançou o campo magnético da Terra hoje cedo, 17 de março  por volta das 04:30 UT. Em um primeiro  momento o  impacto provocou uma classe de tempestade geomagnética classificada como G1 relativamente leve  (Kp = 5). No entanto, desde então, a tempestade se intensificou para uma  classe G4 (Kp = 8), que é atualmente a tempestade geomagnética mais forte do atual ciclo solar.

Esta tempestade está em andamento agora em direção a terra.  Antes do nascer do Sol, hoje cedo foram vistas auroras brilhantes ao longo de vários estados da região norte dos EUA, incluindo Minnesota, Wisconsin, Montana, Dakota e Washington entre outros.

Natal - RN - Brazil 

Segundo o SpaceWeather.com  a luminescências no céu de cores verdes podem ser vistas a partir de cidade com latitudes mais baixas, como é o caso de cidades no norte do Brasil. Em Natal, pode ser notado algum resquício da tempestade magnética na noite de hoje. Outra característica deste fenômeno é a perturbação de sistemas de localização que utiliza sinais de satélite (perturbação dos  sinal de GPS devido  a cintilações).  Segundo  o centro de Previsão do Tempo Espacial não há indícios  de impactos negativos até agora, e não há indícios de uma tempestade de radiação que teria um impacto eletrônica de satélite e em  voos de alta latitude. No entanto, pode haver alguma perturbação na tecnologia GPS e navegação por satélite. Neste momento, (16:43 hora de Natal), ainda há muita  imprevisão por  parte dos "meteorologistas do espaço" e acredita-se que a tempestade já atingiu a sua intensidade máxima. No entanto não descarta-se  que há  potencial para que a  tempestade continue neste magnitude durante o anoitecer desta terça-feira.  Uma coisa é certa, é um tempestade magnética. Agora é acompanhar as  condições ao longo das próximas 12 horas para ver o que acontece.
Para os curiosos,  basta acompanhar a evolução dos  índices Dst (Disturbance storm time) nos gráficos em tempo real.

Evolução em tempo Real (Plots)

Video com simulação do evento / CME