sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Exoplaneta Genuinamente Brasileiro?

  Cientistas anunciam a descoberta do primeiro  exoplaneta  genuinamente Brasileiro


Planeta gasoso do tipo Júpiter que orbita uma estrela semelhante ao Sol é descoberto por uma equipe de astrônomos  brasileiros. Trata-se de uma façanha e conquista para a ciência nacional, o anúncio  do primeiro planeta descoberto por uma equipe totalmente composta por astrônomos brasileiros.

De forma inédita, uma equipe totalmente composta por cientistas brasileiros anunciou a descoberta de um novo planeta. O trabalho científico sobre o novo astro será publicado esta semana na prestigiada revista britânica Monthly Notices of the Royal Astronomical Society e anunciado na a XLI Reunião Anual da Sociedade Astronômica Brasileira, que ocorrerá entre 4 e 8 de setembro na cidade de São Paulo, SP.

A equipe de cientistas é formada por sete pesquisadores de universidades de diferentes regiões do Brasil: Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), Universidade de São Paulo (USP), Observatório Nacional do Rio de Janeiro (ON) e Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

Localizado na direção da constelação de Monoceros e distante cerca de 1200 anos-luz (um ano luz equivale a cerca de 9,5 quadrilhões de metros), o planeta descoberto possui o tamanho aproximado de Saturno, mas com metade de sua massa. Trata-se de um corpo celeste gasoso, assim como Júpiter em nosso sistema solar. O planeta orbita uma estrela parecida com o Sol: sua massa é 8% maior, seu raio 21% menor e sua temperatura 200°C mais quente. Os pesquisadores indicam que a densidade do planeta é menor que a densidade da água. Apenas para exemplificar, se existisse um oceano grande suficiente para conter o planeta, ele flutuaria. Entretanto mais observações são necessárias para confirmar a medida da densidade.

“A órbita do planeta é muito próxima da estrela. A distância entre eles é cinco vezes menor que a de Mercúrio ao Sol, o que o torna muito quente. Estimamos que a temperatura do planeta esteja em torno de 1100°C e que possua ventos de milhares de quilômetros por hora”, explica o professor Marcelo Emilio (UEPG), orientador da tese de doutoramento de Rodrigo Carlos Boufleur, defendida no ON no último dia 28 de agosto, e que deu origem ao trabalho científico.

A técnica utilizada para encontrar o planeta é chamada “trânsito planetário”. É semelhante ao fenômeno dos trânsitos de Mercúrio e Vênus em frente ao nosso Sol. Observa-se a diminuição do brilho da estrela pelo fato do planeta ter passado em frente a estrela. Para fazer a medida foram analisadas observações feitas pelo satélite CoRoT (COnvection ROtation and planetary Transits). Esse satélite foi construído e operado pela Agência Espacial Francesa, pela Agência Espacial Européia e pelo Brasil.




 Satélite CoRoT em operação

A confirmação da existência do planeta foi realizada utilizando a técnica de espectroscopia com um dos melhores instrumentos para esse fim chamado HARPS (High Accuracy Radial velocity Planet Searcher), localizado em La Silla, Chile.

Outros dois planetas do tamanho de Júpiter foram também encontrados no mesmo trabalho, e necessitam de mais observações para que se possa determinar melhor suas massas. A descoberta de novos mundos é um dos campos mais interessantes e promissores na área da astronomia. O número de planetas descobertos ainda é pequeno em relação ao que deve existir em nossa Galáxia. Mais observações e descobertas são necessárias para entendermos como sistemas solares são formados. Questões fundamentais como: seria o nosso sistema solar uma exceção?

“ Este é um planeta gigante gasoso e quente localizado próximo de sua estrela. Sua atmosfera extremamente turbulenta figura entre um dos climas mais extremos até hoje estudado.  Orbitam em movimento travado devido as marés, o que significa que eles têm dias difíceis com muita radiação e partículas de um lado e noites eternas do outro.  A formação destes gigantes gasoso representam um desafio para atual teoria que  descreve a formação planetária”,  explica o astrofísico Prof. José-Dias do Nascimento da UFRN, coautor do artigo que anuncia a descoberta.




 Representação artística do planeta CoRoT ID 223977153-b.

Link para o artigo na página da revista

Autores: Rodrigo C. Boufleur (ON), Marcelo Emilio (UEPG), Eduardo Janot Pacheco (IAG/USP), Laerte Andrade (UEPG), Sylvio Ferraz-Mello (IAG/USP),
José Dias do Nascimento Júnior (UFRN), J. Ramiro de La Reza (ON).


quarta-feira, 26 de julho de 2017

O Sol e seus mistérios.

#UFRN lá lado a lado com o CfA-Harvard Smithsonian no release  "O Sol e seus mistérios".  Publicado  hoje 26.7.16  e divulgando nosso artigo publicado na SCIENCE com release do CfA.  Figure de  Ted Leandro. 

https://www.cfa.harvard.edu/news/2017-23

sábado, 8 de julho de 2017


  São Paulo, 7 de Julho de 2017 Via @estadão, Impresso.



Excelente matéria de Fábio de Castro, O Estado de S. Paulo

A UFRN em artigo do Jornal ESTADÃO, SP.Será  muito importante para nossa
instituição ver a bandeira do Brasil (e a nossa da UFRN)  voando com este
satélite em 2025.

http://ciencia.estadao.com.br/noticias/geral,brasil-ajuda-em-caca-europeia-a-exoplanetas,70001881679


'Com participação direta de cientistas brasileiros, uma missão da Agência Espacial Europeia (ESA) vasculhará o espaço em escala sem precedentes, com o objetivo de descobrir planetas habitáveis em outros sistemas solares. Oficializada no fim de junho, a missão Trânsitos Planetários e Oscilações das Estrelas (Plato, na sigla em inglês) agora tem financiamento garantido - o orçamento é de US$600 milhões (R$ 2,27 bilhões) - e será lançada em 2025."

Saudações Astronomicas.

jose dias


 Outros links.

http://reformulations.blogspot.com.br/

http://astro.dfte.ufrn.br/plato-pt








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quarta-feira, 21 de junho de 2017

Yes!!! Telescopio Espacial PLATO da ESA Selecionado!



 A EUROPA com o Satélite caçador de Planetas PLATO volta ao espaço. O no BRASIL  a UFRN é parte integrante desta missão !!!

Ontem após uma reunião do comité de programas da ESA (European Space Agency) foi anunciado  em definitivo um importante marco para a busca de exoplanetas. A  ESA através de sua mensagem  asseguram a continuação do plano ‘Cosmic Vision’ nas próximas duas décadas. Após uma fase de definição e estudos de três anos após a pré-seleção da missão em 2014, o PLATO agora é definitivamente apto para implementação (vejam nossa bandeira lá).



O satélite PLATO irá estudar Trânsitos planetários e oscilações nas estrelas como descrito já em  Fevereiro de 2014. Na reunião de ontem a decisão garante  que o satélite passa agora para o plano de construção. Nos próximos meses, a indústria será convidada para reuniões e discussões da construção, bem como da plataforma espacial.

Após o seu lançamento em 2026, o PLATO irá monitorar milhares de estrelas brilhantes em uma grande área do céu, procurando variações minúsculos do brilho e regulares causados pela passagem de planetas na frente das estrelas.

A missão terá uma ênfase especial na descoberta e caracterização de planetas  chamados de Super Terras e que orbitam  na zona habitável, isto é,  uma distância da estrela onde a água superficial existe na forma líquida.  O PLATO também investigará a atividade sísmica de algumas estrelas hospedeiras de planetas, e determinará suas massas, tamanhos e idades, ajudando a entender todo o sistema exoplanetário.  Recentemente o pós-doutorando Hugo Coelho aterrissou em Terras potiguares, no DFTE da UFRN proveniente da Universidade de Birmighan, (UK) onde fez o doutorado completo exatamente nesta linha que relaciona exoplanets - espectroscopia  - sismologia. O Dr. Hugo Coelho será um importante reforço para nosso grupo.

O Telescópio espacial PLATO operará a partir do ponto virtual "L2" no espaço a uma distância de 1,5 milhões  de km acima da Terra. O Nosso grupo de Astrofísica,  que estuda exoplanets  Estrutura & Evolução Estelar (G3) é oficialmente parte da missão.  Os professores   José-Dias do Nascimento Jr, Jefferson Soares  e Matthieu Castro (UFRN) juntamente com  Professores da USP e da U. Do Makenzie  fazem parte do board brasileiro do instrumento. 

 Para maiores Informações acessar o site do 







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sexta-feira, 31 de março de 2017

Afinal de contas o que estamos fazendo?

 



Radiação e ventos solares transformaram Marte num planeta frio e seco

Quatro bilhões de anos antes o Planeta Vermelho era capaz de abrigar vida


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/sociedade/ciencia/radiacao-ventos-solares-transformaram-marte-num-planeta-frio-seco-21138873#ixzz4cwcLhzUh
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Relação com o que estamos fazendo:


https://www.youtube.com/watch?v=vvPD8ajp6cs&feature=youtu.be

quinta-feira, 30 de março de 2017

Assinatura da perda atmosférica de Marte


Expectativa na revista Science que será publicada amanhã 31 de Março de 2017 e trará  artigo que trata de como foi difícil um ambiente habitável em Marte.  O artigo discutirá sobre as taxas de Argônio e tem relação direta com nossos resultados publicados ano passado sobre Kappa Ceti e o período  “infantil” do Sol e desaparecimento da Água e atmosfera Marciana devido a atividade Solar intensa.  Os isótopos do argônio fornecem uma assinatura robusta da perda atmosférica e neste caso o Sol foi a causa.

Argon Isotopes and a  Robust Signature of Atmospheric Loss Credit: NASA/JPL-Caltech


Na imagem de um estudo anterior motrado aqui, vemos  a proporção do isótopo argônio-36 sobre o isótopo árgon-38 mais pesado ao longo de várias medições.  O ponto mais a direita  é relacionado com a medição de  2013 da relação isotopica  na atmosfera de Marte, feita pelo espectrômetro no Sample Analysis at Mars (SAM)  seguindo o robô Curiosity Mars. Para comparação, mostra-se a medida anterior feita em Marte pelo projeto  Viking em 1976. O resultado do SAM está na extremidade inferior do intervalo de incerteza dos dados da Viking, mas é equivalente as medidas de  razões istotopicas do argônio medidas em  alguns meteoritos de Marte.  O valor determinado pelo SAM é significativamente menor que o valor do Sol, Júpiter e Terra, o que implica perda do isótopo mais leve em comparação com o isótopo mais pesado ao longo do tempo geológico. O fracionamento de isótopos de argônio fornece evidência clara da perda de atmosfera de Marte no mesmo periodo que a vida surgia na Terra.


Este perda de atmosfera foi provavelmente muito intensa quando o Sol tinha a mesma idade ou era mais novo que  Kappa Ceti que é uma copia do Sol jovem e para o qual  medimos e propomos um vento pelo menos 50 vezes mais intenso que o vento solar atual.  O resultado comprova nossas expectativas.

A não-detecção de vida em Marte é ponto importante na discussão sobre a vida na Terra. Vamos aguardar a publicação amanhã na Science para entender e saber mais sobre este tópico excitante.

 O astrofísico brasileiro José Dias do Nascimento Júnior (UFRN) discute resultado da Science no Jornal O GLOBO-RJ.


http://oglobo.globo.com/sociedade/ciencia/radiacao-ventos-solares-transformaram-marte-num-planeta-frio-seco-21138873#ixzz4cwYLyLXZ


Afinal de contas o que estamos fazendo?

https://www.youtube.com/watch?v=vvPD8ajp6cs&feature=youtu.be