quinta-feira, 30 de março de 2017

Assinatura da perda atmosférica de Marte


Expectativa na revista Science que será publicada amanhã 31 de Março de 2017 e trará  artigo que trata de como foi difícil um ambiente habitável em Marte.  O artigo discutirá sobre as taxas de Argônio e tem relação direta com nossos resultados publicados ano passado sobre Kappa Ceti e o período  “infantil” do Sol e desaparecimento da Água e atmosfera Marciana devido a atividade Solar intensa.  Os isótopos do argônio fornecem uma assinatura robusta da perda atmosférica e neste caso o Sol foi a causa.

Argon Isotopes and a  Robust Signature of Atmospheric Loss Credit: NASA/JPL-Caltech


Na imagem de um estudo anterior motrado aqui, vemos  a proporção do isótopo argônio-36 sobre o isótopo árgon-38 mais pesado ao longo de várias medições.  O ponto mais a direita  é relacionado com a medição de  2013 da relação isotopica  na atmosfera de Marte, feita pelo espectrômetro no Sample Analysis at Mars (SAM)  seguindo o robô Curiosity Mars. Para comparação, mostra-se a medida anterior feita em Marte pelo projeto  Viking em 1976. O resultado do SAM está na extremidade inferior do intervalo de incerteza dos dados da Viking, mas é equivalente as medidas de  razões istotopicas do argônio medidas em  alguns meteoritos de Marte.  O valor determinado pelo SAM é significativamente menor que o valor do Sol, Júpiter e Terra, o que implica perda do isótopo mais leve em comparação com o isótopo mais pesado ao longo do tempo geológico. O fracionamento de isótopos de argônio fornece evidência clara da perda de atmosfera de Marte no mesmo periodo que a vida surgia na Terra.


Este perda de atmosfera foi provavelmente muito intensa quando o Sol tinha a mesma idade ou era mais novo que  Kappa Ceti que é uma copia do Sol jovem e para o qual  medimos e propomos um vento pelo menos 50 vezes mais intenso que o vento solar atual.  O resultado comprova nossas expectativas.

A não-detecção de vida em Marte é ponto importante na discussão sobre a vida na Terra. Vamos aguardar a publicação amanhã na Science para entender e saber mais sobre este tópico excitante.

 O astrofísico brasileiro José Dias do Nascimento Júnior (UFRN) discute resultado da Science no Jornal O GLOBO-RJ.


http://oglobo.globo.com/sociedade/ciencia/radiacao-ventos-solares-transformaram-marte-num-planeta-frio-seco-21138873#ixzz4cwYLyLXZ


Afinal de contas o que estamos fazendo?

https://www.youtube.com/watch?v=vvPD8ajp6cs&feature=youtu.be






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